Durante o processo de socialização, o controlo dos esfíncteres é uma das vitórias da infância de cada ser. Com uma colostomia, a perda da capacidade de controlo sobre as necessidades próprias da eliminação intestinal surge na vida do indivíduo como um importante ponto de clivagem.
A realização de uma colostomia é sentida como uma agressão violenta à identidade do indivíduo, pois este atravessa um período de grandes mudanças nos planos biológico, psicológico e social, sendo difícil o caminho a percorrer até atingir uma plena adaptação.
Após a cirurgia e alta hospitalar, o colostomizado transporta para o seio familiar uma situação de morbilidade relativamente à qual todos terão de se adaptar. Assim, só um acompanhamento personalizado, que consiga responder às suas necessidades, lhe poderá devolver uma vida o mais normal possível, sem estigmas nem marginalizações.
Aqui, o enfermeiro tem um papel fulcral, assistindo e acompanhando continuamente a pessoa colostomizada, de modo a que esta consiga atingir, o mais rapidamente possível, um grau de autonomia e qualidade de vida satisfatórios.