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Colostomia Estoma

Durante o processo de socialização, o controlo dos esfíncteres é uma das vitórias da infância de cada ser. Com uma colostomia, a perda da capacidade de controlo sobre as necessidades próprias da eliminação intestinal surge na vida do indivíduo como um importante ponto de clivagem.
A realização de uma colostomia é sentida como uma agressão violenta à identidade do indivíduo, pois este atravessa um período de grandes mudanças nos planos biológico, psicológico e social, sendo difícil o caminho a percorrer até atingir uma plena adaptação.
Após a cirurgia e alta hospitalar, o colostomizado transporta para o seio familiar uma situação de morbilidade relativamente à qual todos terão de se adaptar. Assim, só um acompanhamento personalizado, que consiga responder às suas necessidades, lhe poderá devolver uma vida o mais normal possível, sem estigmas nem marginalizações.
Aqui, o enfermeiro tem um papel fulcral, assistindo e acompanhando continuamente a pessoa colostomizada, de modo a que esta consiga atingir, o mais rapidamente possível, um grau de autonomia e qualidade de vida satisfatórios.

Manual de procedimentos de Enfermagem para o utente ostomizado

Todos os anos, milhares de pessoas se submetem a cirurgia de ostomia. clip_image002
Para alguns, a cirurgia é um procedimento que salva a vida. Para outros, a cirurgia alivia anos de sofrimento provocados por inúmeras doenças.
Quando um utente se submete a este tipo de cirurgia, é necessário que esteja informado, informação essa que
compete ao profissional de saúde transmitir.
Após a cirurgia de ostomia, é necessário acompanhar o utente nesta nova etapa. É necessário colocar à sua disposição toda a informação disponível e prestar cuidados o melhor possível.
A enfermeira estomaterapeuta é por vezes a única ligação do utente ostomizado com o sistema de saúde, ela deve possuir os conhecimentos e as competências necessárias, a experiência dos cuidados e a disponibilidade para com o utente.
O contacto entre a enfermeira estomaterapeuta e