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LES – Lúpus Eritmatoso Sistémico

Lúpus é uma palavra proveniente do latim e significa lobo, os médicos utilizaram este termo porque as erupções cutâneas características que alguns doentes apresentavam, recordavam pequenas mordidelas de lobos.
Eritematoso é também derivada do latim e significa vermelhão, e é referente à cor das erupções do Lúpus.
Sistémico, é uma palavra alusiva ao facto do Lúpus poder afectar muitos órgãos ou sistemas de órgãos.
Em 1828, Biett (médico francês) descreveu pela primeira vez a forma localizada do Lúpus – Lúpus Eritematoso Discoide (LED), mais tarde em 1851, Pierre Cazanave (médico francês) descreveu a forma de Lúpus Eritematoso Sistémico (LES). Em 1895, o médico canadense Sir William Osler caracterizou melhor o envolvimento das várias partes do corpo, sem que necessariamente ocorresse alterações cutâneas e adicionou a palavra sistémico à descrição da doença.
Este trabalho está dividido em dois grandes grupos, sendo o primeiro grupo referente à descrição da patologia e o segundo relativo a um plano de cuidados, aonde foram levantados alguns problemas potenciais decorrentes da própria patologia.

ARTRITE REUMATÓIDE - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO

Artrite reumatóide (AR) – doença inflamatória crónica caracterizada por uma inflamação do tecido conjuntivo, predominantemente a nível sinovial – sinovite reumatóide – que distende as estruturas capsulo- ligamentares e invade as articulações e as estruturas tendinosas; constitui-se o “pannus sinovial” que é responsável pela destruição da articulação e pela ruptura dos tendões.
História clínica do doente…
Anamnese… Dor… Ritmo inflamatório na fase de agudização
Ritmo mecânico na fase de remissão
Intensidade da dor
Rigidez matinal
Exame do aparelho locomotor… Sinovite
Rigidez dolorosa por retracção das partes moles
Deformações articulares
Amiotrofias
Diminuição da força muscular

Projecto de Estágio de Enfermagem de Reabilitação

 

O Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação (CPLEER) foi preconizado para desenvolver competências nos domínios científico, técnico, humano e cultural, na investigação em enfermagem, na formação em contextos de trabalho, na gestão e desenvolvimento da qualidade em saúde.
Deste modo, a formação da especialidade em Enfermagem de Reabilitação visa proporcionar uma sólida formação cultural e técnica, desenvolver a capacidade criativa ministrar conhecimentos de elevado nível de exigência qualitativa, com vista ao desempenho e desenvolvimento profissional.
De acordo com o plano de estudos aprovado pelo Ministério da Educação foram definidas como principais finalidades:
- Proporcionar formação especifica desenvolvendo capacidades de auto análise e de prática reflexiva, assegurando a aquisição de competência cientifica, técnica, humana e cultural adequadas à prestação de cuidados de Enfermagem especializados na área da reabilitação;
- Contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde em Portugal através do desenvolvimento da investigação e de saberes, atitudes e comportamentos a nível clinico, da gestão e da formação em Enfermagem.

Cadeira de Rodas

Cadeira de rodas... ajuda técnica necessária para as pessoas que perderam a sua capacidade de deambulação temporária ou permanentemente.
Finalidade... Maximizar a mobilidade do utilizador, tornando-o o mais independente possível
Proporcionar conforto e autoconfiança à pessoa com deficiência
cadeira-rodas
Prescrição... Pelo médico fisiatra (ou outro)
Entidades prescritoras... Centros de Saúde, Hospitais (distritais/centrais)
Centros especializados com equipa de reabilitação constituída
Centros de emprego do IEFP com serviços de medicina do trabalho
Financiamento... 100% quando homologada pelo Secretariado Nacional de Reabilitação (SNR)
Factores a ter em conta na prescrição de CR...
➳ A prescrição deve ser individual e adaptar-se à pessoa que a vai utilizar
➳ Diagnóstico e prognóstico são factores importantes que devem ser cuidadosamente considerados
➳ Estatura e idade
➳ Avaliação e observação cuidadosas de modo a conhecer... Preferências pessoais do utilizador
Padrões e estilos de vida
Necessidades especiais
➳ Finalidade da cadeira de rodas (uso doméstico/rua; entrada e saída de carros; desporto; local de trabalho; desenvolvimento de AVDs)

Enfermagem de Reabilitação



Segundo Stryker, enfermagem de reabilitação é um processo que começa nos cuidados preventivos imediatos, no primeiro estadio da doença ou acidente, continua na fase de recuperação e implica a adaptação de todo o ser a uma nova vida. (Stryker, 1977 p.15).
A enfermagem de reabilitação apresenta a sua face holística na avaliação e encaminhamento do utente, através de aspectos físicos, psicológicos, cognitivos, sociais e financeiros. Na prestação de cuidados ao utente, o enfermeiro de reabilitação não só interage com o utente, mas também inclui a família e a comunidade neste processo de tratamento, sendo por vezes auto-suficiente na resolução de algumas situações, substituindo equipas multidisciplinares.
A enfermagem de reabilitação afirma-se como ciência, baseando-se em princípios teóricos e científicos, definindo objectivos muito concretos na prestação de cuidados aos utentes, como sendo:

Reeducação Funcional de Doentes com Coxartrose...,

 ... submetidos a Implante de Prótese da Anca.
Os objectivos da reabilitação nos utentes com implante da prótese da anca são:
  1. Postura e alinhamento corporal correcto
  2. Restituir o equilíbrio e a capacidade de deambular
  3. Permitir o recomeço das actividades de vida
  4. Ser autónomo
O enfermeiro deve fazer ensino e treinar, não só o utente como os seus familiares pois todo este processo tem continuidade após a alta. O ensino deve ser sobre:
  1. Posicionamentos na cama e na cadeira
  2. Técnicas de saída e entrada na cama, prevenindo a luxação da prótese
  3. Técnicas de automobilização osteoarticular
  4. Técnicas de tonificação muscular
  5. Marcha correcta com meios auxiliares como canadianas, andarilhos, etc.

A prótese pode ser implantada por duas vias cirúrgicas: A via de Moore ( faz-se a incisão cirúrgica de cerca de 15 cm, na face latero-externa proximal da coxa) e a via Anterior Directa (cuja incisão cirúrgica é na região latero-proximal da coxa)..