Cuidar de idosos portadores de doenças crónicas constitui uma realidade para muitas famílias. O domicílio é ainda considerado o melhor local para o idoso envelhecer, uma vez que permanecer junto da família, significa garantir a autonomia, a identidade e a dignidade da pessoa. Assim, os familiares, participantes nos cuidados, procuram desempenhar as actividades que colmatem as necessidades da pessoa no próprio local onde residem. Apesar dos esforços despendidos para garantir a melhor qualidade de vida possível, de acordo com as possibilidades da família, a doença acentua, frequentemente, os sentimentos de fragilidade, dependência, insegurança e preocupação por parte da pessoa idosa. Segundo Catani citando
Diogo & Duarte, “o estado de doença acarreta algumas repercussões psíquicas inevitáveis, como preocupações, angustias, medos, alterações na auto-imagem e alguns níveis de dependência.” (Diogo & Duarte, 2002, pág.).
A situação de dependência pode implicar que o indivíduo não seja capaz de desempenhar as actividades de vida diária de forma autónoma e satisfatória, necessitando da presença de alguém que o “ajude”, durante longos períodos, recaindo habitualmente a escolha sobre um elemento da família. É nestes momentos, que este assume o papel de cuidador informal por ter uma responsabilidade culturalmente definida ou vínculo afectivo, implicando uma reorganização da dinâmica familiar. “para enfrentar
