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Manual de Enfermagem – Medidas Terapêuticas

A pele constitui uma barreira mecânica de protecção ao corpo, além de participar da termorregulação, da excreção de água e electrólitos e das percepções tácteis de pressão, dor e temperatura. Ela apresenta três camadas: epiderme, derme e tecido conjuntivo subcutâneo.
Qualquer interrupção na continuidade da pele representa uma ferida. As feridas podem variar em espessura, pois algumas lesam a pele apenas superficialmente e outras podem até atingir tecidos profundos. A cicatrização da ferida consiste na restauração da continuidade.
O tratamento de uma ferida e a assépsia cuidadosa têm como objectivo evitar ou diminuir os riscos de complicações decorrentes, bem como facilitar o processo de cicatrização.
A preocupação com o tratamento das feridas é antiga e vários agentes podem ser utilizados, no entanto é fundamental uma análise detalhada da ferida para a escolha do curativo adequado.
Este manual é dividido em duas partes: normas e critérios dos procedimentos de enfermagem efectuados na sala de tratamentos e nomenclatura e classificação dos produtos utilizados nos tratamentos das feridas.

Autismo

1-História
Falar de autismo implica falar de Kanner e Asperger os quais foram os primeiros a publicar algo, onde descreviam comportamentos estranhos das crianças que observavam, o isolamento social extremo, insistência em manter a rotina diária inalterada, mutismo ou fala sem efeito de comunicação e padrões de comportamentos estereotipados.
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O termo autismo é introduzido em 1911 por Bleur que se referiu a este como uma “fuga da realidade”. Autismo provém da palavra grega “autos” que significa “próprio”, característica essencialmente destacada por Kanner e Asperger. Ambos os autores sugeriram independentemente, que há uma “perturbação do contacto” de natureza sócio-afectiva; enfatizaram aspectos particulares e dificuldades nos desenvolvimentos e adaptações sociais; prestaram atenção especial aos movimentos repetitivos e a aspectos do desempenho e funcionamento intelectual ou cognitivo.

Consentimento Informado

A declaração Universal dos Direitos Humanos tem-se constituído como o fundamento da ética nas sociedades plurais e secularizadas, valorizando a dignidade da pessoa humana. Esta por sua vez é um marco direccional às intervenções do Homem. Torna-se imperativa a questão do que é ético ou não, perante uma grande evolução tecnológica.
ist2_4011335-doctor[1]Por outro lado é também reconhecida a liberdade de poder de decisão do doente, que deve ser percebido como um ser autónomo, possuidor de crenças, valores que devem ser respeitados. Este indivíduo jamais deverá ser considerado como um instrumento, mas sim, como um fim em si mesmo.
Princípios de ética biomédica:
O exercício da liberdade ética individual apresenta-se como um valor absoluto, a respeitar, assim como a vida, em particular a humana.
Nas sociedades ocidentais, no contexto da prestação de cuidados, verifica-se uma diminuição do poder do médico em relação à decisão clínica, que passou a ser, inicialmente, influenciada por toda a equipa de cuidados de saúde e mais recentemente pelo doente e pela sua família.
Considera-se que subjacentes a todas as acções humanas se situa uma dimensão ética, que as avalia como correctas ou não, tendo por padrão os valores socialmente aceites, contudo cada pessoa tem uma visão diferente do que é o certo ou errado, daí tenham sido apresentados por Beauchamp e

Hemodiálise, diálise peritonial e transplante renal…

A Enfermagem médico-cirúrgica é uma área da actuação multidisciplinar, orientando-se essencialmente para o tratamento do doente de médio e alto risco, carente de cuidados diferenciados, no sentido de manter a vida. Por outro lado procede à implementação de cuidados imediatos e recuperação o mais rápida possível com o mínimo de complicações ou sequelas.
Patologia é “ o ramo das ciências médicas, que estuda a causa das doenças, seus mecanismos, aparecimento e evolução, e que com base na observação define os termos técnicos e médicos, e determina também as leis dos fenómenos mórbidos”.[1]
Os doentes que por qualquer motivo perderam a função renal têm hoje três métodos de tratamento, que substituem a função dos rins: a hemodiálise a diálise peritonial e o transplante renal.

Enfarte agudo do miocárdio

DEFINIÇÃO
…é um processo pelo qual o tecido miocárdico é destruído em zonas desprovidas de fluxo sanguíneo, em virtude da reduação do fluxo sanguíneo coronário. A causa dessa diminuição no fluxo coronário é o estreitamento súbito de uma artéria coronária pela aterosclerose ou pela obstrução total por êmbolo ou trombo.
O enfarte atinge com mais frequência o ventrículo esquerdo e a probablidade de a oclusão resultar em necrose do miocárdio é maior quando ocorre em vasos que não desenvolveram circulação colateral. O enfarte atinge com mais frequência indivíduos com oclusão de múltiplos vasos.
- Obstrução do lúmen vascular com componentes da placa.
FISIOPATOLOGIA

O papel do homem no âmbito da saúde sexual e reprodutiva





No passado, o papel do pai reduzia-se à concepção. O homem acompanhava a gravidez de um modo distante, não partilhando as vivências emocionais e psicológicas da grávida.
Apesar de muitas mulheres tratarem a gravidez, consciente ou inconscientemente, como um assunto essencialmente feminino, por outro lado sentem a mágoa da indiferença dos seus parceiros. No entanto, cada vez mais o homem deseja participar activamente no processo de paternidade. (in artigo da Web “Paternidade”).
Uma barreira que existe à partilha total das fases de gravidez, parto e puerpério consiste, na diferença da vivência física destas etapas uma vez que é a mãe que acolhe no seu ventre o desenvolvimento do filho  e o traz à vida extra-uterina.
Devido às alterações sociais e culturais (emancipação da mulher, divórcio, famílias monoparentais, maior aproximação afectiva do casal, igualdade de direitos de paternidade e maternidade), tem se assistido a uma alteração na conceptualização e responsabilização dos vários papeis familiares. Em relação ao pai, observa-se uma maior participação deste no cuidar e na relação com a criança, fora da esfera materna.

Cuidados Paliativos


 
Os cuidados paliativos são a resposta adequada dos cuidados de saúde para um doente que está numa situação de doença progressiva, irreversível e já numa fase terminal. O termo paliativo deriva do étimo latino pallum, que significa manto, capa.
 Os tratamentos curativos tornam-se inúteis e desnecessários e devem ceder lugar aos designados cuidados paliativos. Estes consistem em “cuidados totais e activos prestados aos enfermos cuja doença já não responde ao tratamento curativo, com o objectivo de obter a melhor qualidade de vida possível até que a morte ocorra, controlando a dor e os outros sintomas e integrando aspectos psicológicos e espirituais nesses cuidados”[1].
Dito de outra forma, a Organização mundial de Saúde (1990) dirá que os cuidados paliativos são “Cuidados activos completos, dados aos doentes cuja afecção não responde ao tratamento curativo. A luta contra a dor e outros sintomas, e a tomada em consideração dos problemas psicológicos, sociais e espirituais são primordiais. O objectivo principal dos cuidados paliativos é manter a qualidade de vida a um nível óptimo, para os doentes e para a sua família”.
Estas duas definições têm em comum a afirmação de que os cuidados paliativos têm como preocupação central o alívio da dor e de outros sintomas, com a finalidade de assegurar ao doente em fase terminal a máxima qualidade de vida possível. Há ainda a importância de cuidar o doente de uma forma holística, tendo em conta os aspectos psicológicos, sociais e espirituais.
O termo paliativo deriva do étimo latino pallum, que significa manto, capa.
A partir desta reflexão e dos conhecimentos inerentes à prática de enfermagem, salienta-se os principais objectivos dos cuidados paliativos:
Þ    Prestar cuidados individualizados, tendo em conta a singularidade de cada ser humano e todas as dimensões do seu ser;
Þ    Prevenir a dor ou, pelo menos, torná-la tolerável, através de uma prescrição e administração contínua de analgésicos e outras medidas complementares;
Þ    Aliviar outros sintomas causados pela doença ou pela medicação, como por exemplo náuseas, anorexia, diarreia ou obstipação;

Reabilitação em Cuidados Intensivos


                                       
Cuidados Intensivos, são áreas específicas dentro de um hospital, com o intuito de atender doentes em estado crítico, ou de alto risco, que necessitam de vigilância e registo contínuo de sinais vitais, bem como resposta eficaz e atempada nas situações de falência grave. Não são apenas serviços com equipamento sofisticado, pois por parte das pessoas que aí trabalham também lhes é exigido uma atitude muito particular. Esta atitude deve estar orientada para o aproveitamento dos recursos quer técnicos, quer humanos, nunca esquecendo o cuidar em Enfermagem.
THELAN (1993) refere-se aos Cuidados Intensivos como sendo cuidados críticos de enfermagem a doentes de alto risco, instáveis e que cujas condições de saúde não variam dia-a-dia, mas sim minuto-a-minuto.
Os doentes nestas unidades apresentam diferentes patologias, do foro médico, cirúrgico, neurológico, oncológico, cardíaco e traumático, tendo em comum, serem doentes com insuficiência respiratória e dependentes nas suas actividades de vida diária.
O doente em estado crítico caracteriza-se pela presença de problemas de vida ou de morte reais ou potenciais e pela necessidade de intervenção contínua para evitar complicações e melhorar a saúde (THELAN, 1993). É neste contexto que se enquadram os cuidados de enfermagem de reabilitação nestas unidades, tendo como principais objectivos: