No passado, o papel do pai reduzia-se à concepção. O homem acompanhava a gravidez de um modo distante, não partilhando as vivências emocionais e psicológicas da grávida.
Apesar de muitas mulheres tratarem a gravidez, consciente ou inconscientemente, como um assunto essencialmente feminino, por outro lado sentem a mágoa da indiferença dos seus parceiros. No entanto, cada vez mais o homem deseja participar activamente no processo de paternidade. (in artigo da Web “Paternidade”).
Uma barreira que existe à partilha total das fases de gravidez, parto e puerpério consiste, na diferença da vivência física destas etapas uma vez que é a mãe que acolhe no seu ventre o desenvolvimento do filho e o traz à vida extra-uterina.
Devido às alterações sociais e culturais (emancipação da mulher, divórcio, famílias monoparentais, maior aproximação afectiva do casal, igualdade de direitos de paternidade e maternidade), tem se assistido a uma alteração na conceptualização e responsabilização dos vários papeis familiares. Em relação ao pai, observa-se uma maior participação deste no cuidar e na relação com a criança, fora da esfera materna.