O Homem desde sempre se preocupou em encontrar novas soluções que lhe garantissem a resolução dos seus problemas de saúde bem como o aumento da qualidade de vida. A busca incessante das respostas para inúmeras questões tem conduzido à evolução da ciência e da técnica ao longo dos séculos.
O século XX foi marcado pelo incremento, em larga escala, de novas técnicas cirúrgicas, o que possibilitou a melhoria da saúde dos cidadãos em geral.
De entre as várias técnicas cirúrgicas, destacam-se as cirurgias minimamente invasivas, que, tal como o nome indica, pretendem que o aceso às cavidades do corpo humano seja realizado com o mínimo traumatismo, viabilizando o tratamento eficaz, seguro, menos doloroso e com redução da taxa de internamento dos doentes. A cirurgia minimamente invasiva pode dividir-se em três principais grupos, nomeadamente: a endoscopia, a laparoscopia e a SILS.
A Endoscopia traduz-se pela introdução de uma câmara acoplada a uma fonte de luz através de cavidade, podendo ser a cavidade oral, nasal, anal, vaginal, peniana ou através de incisões na pele. Os materiais utilizados possuem um canal de trabalho que permitem introduzir instrumentos cirúrgicos com vista, não só ao diagnóstico, mas também ao tratamento da patologia em questão.
A Laparoscopia define-se como a realização de duas ou mais incisões de cerca de 3 cm, que permitem a introdução de materiais cirúrgicos para o acesso à cavidade que se pretende intervencionar; tal é possível através da distensão da mesma, com um gás-CO2- e também pela introdução de uma câmara acoplada a uma fonte de luz, permitindo a visualização da cavidade.
