0. INTRODUÇÃO
No âmbito da unidade curricular Enfermagem em Saúde Infantil e Pediátrica, do 3º Ano, 2º Semestre da Licenciatura em Enfermagem da ERISA, foi-nos proposta a elaboração de um trabalho de grupo sobre os Cuidados Centrados na Família à Criança com Doença Gastrointestinal.
Perante as diversas doenças Gastrointestinais, decidimos abordar o tema da Apendicite Aguda por ser a causa mais comum de intervenção cirúrgica de emergência na Criança e pela mais-valia que representa a sua abordagem como preparação para o futuro estágio.
Os objectivos gerais são abordar as patologias gastrointestinais mais comuns, abordar a Apendicite Aguda e elaborar um Plano de Cuidados adequado à Criança com Apendicite Aguda e sua Família. Os objectivos específicos são descrever sucintamente as patologias gastrointestinais mais comuns, descrever a etiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico, exames complementares de diagnóstico, terapêutica, prognóstico, tratamento da Apendicite Aguda e intervenções de enfermagem no pré e pós-operatório.
A metodologia adoptada para a sua elaboração foi a seguinte: Orientações do Guia de Elaboração e Apresentação de Trabalhos Escritos da ERISA, pesquisa bibliográfica e elaboração de um Plano de Cuidados, que foi realizado de acordo com a CIPE Versão 1.0.
Este trabalho está dividido em três partes. A primeira parte corresponde à fundamentação teórica da Apendicite Aguda. A segunda parte deste trabalho corresponde ao Plano de Cuidados elaborado segundo a CIPE Versão 1.0, adequado à Criança com Apendicite Aguda e sua Família. E por fim, a terceira parte deste trabalho corresponde à Reflexão Final, a ponderação sobre os objectivos e contributos da realização deste trabalho para o nosso processo de aprendizagem e dificuldades sentidas na realização do mesmo.
1. PATOLOGIAS GASTROINTESTINAIS MAIS FREQUENTES
O tracto gastrointestinal é vasto, e na Criança, principalmente no Lactente, é muito sensível.
São diversas as patologias que afectam o tracto gastrointestinal, sendo as mais comuns as seguintes:
Desidratação – caracteriza-se por uma alteração dos níveis de líquidos corporais, em que o débito total de líquidos excede a ingestão total de líquidos (Hockenberry, Wilson e Inkelstein, 2006: 840).
Diarreia – é definida como um aumento da frequência e alteração da consistência das fezes (Hockenberry, Wilson e Inkelstein, 2006: 843).