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Importância do Enfermeiro de Reabilitação


A evolução da medicina e a sua especialização em várias áreas permitiu o surgir de um novo grupo de doentes, “os sobreviventes…”, e com eles a correspondente “… cronicidade…”. Com este registo a reabilitação foi uma das especialidades que também evolui-o naturalmente de forma a poder melhor explorar e actuar profundamente na complexidade das situações humanas e das suas múltiplas componentes.
Podemos admitir, que a necessidade de reabilitar surgiu à muitos anos, os primeiros registos datam de à 5000 anos relativamente às lesões medulares, sendo só muito posteriormente, no ano 400 ac, descritas por Hipócrates, as sequelas e hipóteses de redução dessas mesmas lesões, mas sem aplicação prática.
No entanto após a Primeira Guerra Mundial deu-se um importante passo, no tratamento e reabilitação dos doentes com lesões medulares através da intervenção de Sir Ludwig Guttmann e do Tenente-Coronel Camus. Contudo o grande salto qualitativo surgiu no Pós Segunda Guerra Mundial, em virtude do enorme capital humano de jovens mutilados.
Mais tarde, nos meados século XX um passo de gigante foi dado e aqui já relativamente à Reabilitação Respiratória, com a criação das primeiras unidades de reanimação equipadas com ventilação assistida. Estas surgiram aquando da grande epidemia de poliomielite.
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Figura: Primeiras Unidades de Reanimação com Ventilação assistida

Doenças Respiratórias em Portugal

Ultimamente temos observado um aumento progressivo no que diz respeito às preocupações para com a saúde respiratória, não apenas em Portugal mas em todo o mundo. Estas inquietações são generalizadas a todos os sectores da sociedade, por todas as implicações que acarretam, como iremos retratar.
Vários são os exemplos dessas preocupações, assim como várias têm sido as formas de o demonstrar. Prova disso basta-nos observar, algumas das várias iniciativas relativamente aos últimos meses. O presente ano, tem sido um ano muito rico em exemplos de grandes iniciativas, A titulo de exemplos, podemos começar por relatar o facto de uma das maiores sociedades mundiais, em que estão representados países de todos os continentes, (Fórum Internacional das Sociedades Científicas de Medicina Respiratória), ter declarado, 2010 Ano do Pulmão, ou então as várias diligências que foram promovidas ao longo do ano, das quais se destacou, a reunião no Parlamento europeu, a 13 de Abril, com os membros do Parlamento e Comissários para a Saúde Investigação e Ambiente, como forma de divulgação, sensibilização e estímulo à tomada de mais e urgentes medidas tendentes a promover a saúde respiratória de todos os cidadãos.
Figura 1: 2010 Ano do Pulmãoclip_image002

Outra das iniciativas com grande relevância e destaque foi a declaração do dia 14 de Outubro, como o dia mundial da espirometria. Para assinalar este dia, foi disponibilizada gratuitamente a todas as pessoas a nível mundial, a possibilidade de realizar a espirometria.
A nível nacional foram múltiplos os locais onde esse rastreio pode ser feito, nomeadamente em todas as capitais de distrito. Relativamente aos resultados, foram bastante interessantes, dos cerca de 5000 rastreados, 900 apresentavam problemas respiratórios de origem obstrutiva e cerca de 700 de origem restritiva, tendo sido reencaminhados para os respectivos médicos de família, a fim de dar continuidade às indicações clinicas.

Reabilitação em Cuidados Intensivos


                                       
Cuidados Intensivos, são áreas específicas dentro de um hospital, com o intuito de atender doentes em estado crítico, ou de alto risco, que necessitam de vigilância e registo contínuo de sinais vitais, bem como resposta eficaz e atempada nas situações de falência grave. Não são apenas serviços com equipamento sofisticado, pois por parte das pessoas que aí trabalham também lhes é exigido uma atitude muito particular. Esta atitude deve estar orientada para o aproveitamento dos recursos quer técnicos, quer humanos, nunca esquecendo o cuidar em Enfermagem.
THELAN (1993) refere-se aos Cuidados Intensivos como sendo cuidados críticos de enfermagem a doentes de alto risco, instáveis e que cujas condições de saúde não variam dia-a-dia, mas sim minuto-a-minuto.
Os doentes nestas unidades apresentam diferentes patologias, do foro médico, cirúrgico, neurológico, oncológico, cardíaco e traumático, tendo em comum, serem doentes com insuficiência respiratória e dependentes nas suas actividades de vida diária.
O doente em estado crítico caracteriza-se pela presença de problemas de vida ou de morte reais ou potenciais e pela necessidade de intervenção contínua para evitar complicações e melhorar a saúde (THELAN, 1993). É neste contexto que se enquadram os cuidados de enfermagem de reabilitação nestas unidades, tendo como principais objectivos: